29.12.08

Para 2.009


Para 2.009

será preciso sacudir o mofo
de empoeirados pensamentos,
desenrugar a alma e
embalar um coração mais leve,
bem mais feliz .
Tuca



Fim de ano


"Fim de ano" - Autor(a) JRenato





Fim de ano

Dezembro abre asas,
finalmente.
Já vai tarde!

Tuca

Ano Novo

Foto: Obvious


Ano Novo

Ovo.
Guarda em si
clara vida, mistério.

Tuca

Energia cósmica

North Cascadeds - Joshua Lewis - EUA


Energia cósmica

Roseana Murray

No coração do universo
nossos pensamentos
pulsam,
são pura energia,
e o que fazemos
e o que somos,
e nossos sentimentos.
Tudo se expande e se contrai.
Somos cada um
uma pequena estrela,
eternamente.


25.12.08

Mal-estar natalino


Mal-estar natalino


Lá está novamente:

papai noel pendurado no décimo andar.

Agonia, só de olhar...


Tuca

Rio apresenta suas "árvores notáveis"




Rio apresenta suas "árvores notáveis"



Jardim Botânico carioca ganha livro com ilustrações de 84 espécies, em comemoração ao bicentenário da instituição

Volume funciona como guia para visitantes; entre as imagens está o pau-brasil, na lista de espécies ameaçadas, segundo o Ibama

DENISE MENCHEN
DA SUCURSAL DO RIO

O artista plástico Paulo Ormindo olha pela janela, vê a chuva que se anuncia e decide: é melhor fazer a coleta logo. Ao lado de Malena Barretto, deixa o ateliê localizado no bromeliário em busca de um ramo com que pretende mostrar à reportagem o processo de criação das imagens que ilustram o livro "Árvores Notáveis - 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro". Antes que a chuva aperte, eles já estão de volta ao lugar para iniciar o trabalho.
Durante dois anos foi assim.
Sujeitos às intempéries climáticas e aos ciclos da natureza, os dois trabalharam com afinco para concluir as ilustrações a tempo das comemorações do bicentenário da instituição, completado neste ano. O livro, que agora está à disposição do público, funciona como um guia para os visitantes do local.
Com 300 páginas, o volume reúne textos introdutórios sobre a história e a coleção do espaço criado por dom João 6º em 1808. O destaque, porém, são as páginas dedicadas às "árvores notáveis" do título: 84 espécies, selecionadas por critérios estéticos, históricos e ambientais, entre mais de 2.500.
São plantas como o pau-brasil, que hoje consta da lista de espécies ameaçadas do Ibama, e a mangueira, presente no arboreto da instituição desde 1824. Cada uma ganhou um texto introdutório, de Elsie Franklin Guimarães e Massimo Bovini, e três desenhos de Ormindo e Barretto, professores de ilustração botânica da Escola Nacional de Botânica Tropical do Jardim Botânico.
As duas primeiras imagens, a lápis, mostram, respectivamente, o perfil e um detalhe característico da árvore em questão. A terceira, uma aquarela, destaca os frutos e flores da espécie. Para concluir o conjunto, muitas vezes os artistas tiveram que esperar por meses.
"Temos que nos adaptar ao ritmo da natureza", diz Barretto.
O perfil das plantas foi feito com observação in loco. Já para os outros desenhos, foi preciso coletar o material e levá-lo para o ateliê. "Tínhamos dois biólogos alpinistas que nos ajudavam a pegar os ramos das árvores mais altas", conta Ormindo.
Para que mantivessem a aparência original pelo máximo de tempo possível, muitos eram mergulhados em álcool ou conservados em geladeira.
"Procuramos retratar cada aspecto da forma mais fiel possível", diz Ormindo. Na opinião dele, o livro irá chamar a atenção dos leigos para detalhes que passam despercebidos. "A arte cria o elo entre a pesquisa e o público", afirma.



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ÁRVORES NOTÁVEIS - 200 ANOS DO JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO
Organização: Paulo Ormindo
Ilustrações: Malena Barretto e Paulo Ormindo
Editora: Andrea Jakobsson

NINA HORTA

Ressaca da ceia

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Experimentei o Natal da cabana, em frente ao mar, só meu marido e eu, e foi horrível
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A CEIA JÁ PASSOU . Acordamos no meio do dourado e de fitas, restos de panetone, um pouco enjoados, o olho pregando, um barulho longínquo de automóvel de brinquedo. Almoço, falta o almoço, que tem o problema da ressaca e do excesso de comida da ceia.
Mais um ano e não se conseguiu o sonho daquela rede no terraço, no fim do mundo, com as ondas batendo na choupana.
Nestas alturas, já entendi. É a vida, a tal da vida. Crianças, Papai Noel, árvore. (Não vem com essa de pobreza, aqui é coluna de gastronomia.
Não há quem não possa enfeitar um mandacaru e dar ao filho um carrinho de boi feito de goiabeira. Há, eu sei, mas não dá para falar aqui.) Crescem os filhos e o presépio e a árvore, até o mandacaru; e os presentes e o trânsito, (o culpado é o trânsito, tenho certeza) vão minando a boa vontade e a graça da reunião.
Tudo é problema e já começa a desabrochar a idéia da rede no terraço no fim do mundo. E o tempo trabalhando os conceitos natalinos, mudando, enroscando, adaptando. E, de repente, não mais que de repente, vão se acumulando perdas (com as quais também lidamos mal), os natais são duros, fazem lembrar... É engolir as lágrimas e acompanhá-las com tender, bacalhau, peru, ou pirão de farinha de mandioca.
Olhem, vou contar. Já consegui um dia. Fiz de tudo, ia mudar a engrenagem da festa, passar tudo para a outra geração, me escondi naquele ano. Experimentei o natal da cabana, em frente ao mar, as ondas lambendo a soleira, a lua firme no céu, só meu marido e eu, e foi horrível.
Deu um medão nele de sermos assassinados por um vagabundo naqueles ermos e fechou tudo, hermeticamente, qual ondas na soleira qual nada, só um calor infernal, lâmpada tremelicante e mosquitos enjaulados conosco. E uma sensação de carência, claro, enquanto o mundo bimbavalhava sinos.
A verdade nua e crua é que estamos querendo reviver um ritual que precisa de certo espaço e tempo e consciência, digo sem medo a palavra perigosa, a espiritualidade, que não é uma coisa passiva e boba, mas uma fera de dentes arreganhados diante da vida, um motor de mudança, um cavalo solto no pasto, uma força. Se é para viver, não tem remédio, vamos lá reinventar a vida.
Por incrível que pareça, a imagem de ano que me ficou como modelo foi a do Bush com os sapatos. Que olho arguto diante do imprevisto, que guinada perfeita e providencial.
E qualquer um de nós viraria a cabeça, fugiria, levaria o segundo sapato no crânio, ele com olhos de caça, esperou o que desse e viesse, driblou de novo, firme e risonho. Ora bolas, Bush, meu modelo.
Todo ano, na época de Natal, melhor, na ceia de Natal, aparece um vagalume no jardim de casa. Nós nos dobramos diante dele, do vagalume, numa surpresa pela beleza gratuita, por aquela forma viva que já vem com pilha, e nos emocionamos.
Anoréxicos espiritualmente, burros e inatingíveis pelo belo, bom e verdadeiro. Esmagados pelo trabalho, não temos tempo de alimentar com vagalumes a alma cansada.
Quem sabe começamos a treinar hoje, limpamos um pouco a casa, pegamos os embrulhos que ainda vamos distribuir, desamarrotamos a calça de ontem, lavamos a cabeça cheia de fios prateados,(dos dois tipos), tomamos um bom banho catártico, estamos limpos, prontos para vagalumes e sapatadas.
A força, a alegria, quem sabe, vão ser achados no meio da salada leve, do tambaqui com geléia de jabuticaba na casa da irmã? Quem sabe está ali, no nosso prato a primeira colherada de comida de alma? Não custa experimentar e, num momento de santidade inimaginável, sorrir com forte delicadeza para o insuportável cunhado.

ninahorta@uol.com.br

23.12.08

O presépio


O presépio

O presépio nos faz querer "voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Estamos encantados. Aivinhamos que somos de um outro mundo." (Octávio Paz)

Trecho da crônica de Rubem Alves para a Folha de São Paulo, em 23.12.08

Silêncio!




Silêncio!

Acaba de nascer
e dorme -
O Menino!

Tuca


Feliz Natal!

Natal




Natal

Ave, Ave, Alegria!
Onde nasceu o Menino?
Estrela, me guia!

Tuca

Mãe




Mãe

Um sábio contou-me:
Deus quis sentir-se amado
e renasceu humano: Salve, Maria!

Tuca

19.12.08

Angústia

Henrik Moses Shimoda


Angústia

Garras de pássaro
cravadas no peito.
Alguém, em mim, pia.

Tuca

Autodefesa

"Constructivism" - Aleksandr Rodchenko


Autodefesa

Tornou-se máquina
de observar.
Nada mais a tocou.

Tuca

Solidão

"Enamorado" - Ataman Ayvaz - Turquia - TrekLens



Solidão

Esta é a idade
da servidão -
do só ser, em vão.

Tuca






Para não esquecer




Para não esquecer

Perto do coração selvagem,
Um sopro de vida, em Água viva:
Felicidade clandestina. (*)


(*) Títulos de livros de Clarice Lispector

para o dia de sua morte - 09.12.1977


Gaiola abandonada




Gaiola abandonada

Dentro do peito calado
não há mais
o pássaro da poesia.

Tuca

De_coração

[ loves_is_in_the_air]
.
De_coração


Amarro cada sentimento
com a linha da esperança.
Prendo-os no pinheiro - é quase Natal.

Tuca

O Acaso

Henrik Moses Shimoda


O Acaso

Roseana Murray
do livro "Caminhos da Magia"

O que é o acaso,
esse vento que mistura
as vidas?
De onde vem,
de que estranho universo,
mar ou continente?

As cortinas da casa
se agitam
e as águas nas moringas.
Um estranho estremecimento
enruga a face dos espelhos.
Alguém toca o sino do poço
das águas desconhecidas.

O acaso tem um cheiro ardente.



18.12.08

Vulcões

Faszination Vulkan Mg
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17.12.08

Árido


"Blanc" - Jacqueline Merville



Árido

dentro de você não encontrei
nem ao menos uma pedra
onde descansar minha cabeça

Tuca

Projeção


"Carolina Morning" - Edward Hopper


Projeção

Me olhou bem nos olhos.
Me chamou de mãezona...
- Quer um colinho?

Tuca


Transparência






Transparência

a menina que fui
aparece no meu rosto
quando choro, quando rio

Tuca



amor

Aleksandr Rodchenko




amor

se o vento fosse colorido
teria dourado
teu corpo adormecido

Tuca

16.12.08

Amor

Carol Robinson - "teal lily"



Amor

Amor é o mistério
maior,
o jogo mágico
que se joga
com pedras sagradas,
pedaços da alma,
enluarados cristais.

Estrada que atravessa
abismos, cavernas, oceanos,
as mais altas montanhas,
e desagua no outro,
dentro dos seus sonhos,
dentro da sua noite.

Roseana Murray
do livro "Caminhos da Magia"





Neurolingüística

"Rest" -Wilhelm Hammershoi


Neurolingüística

Quando ele me disse
ô linda,
pareces uma rainha,
fui ao cúmice do ápice
mas segurei meu desmaio.

Aos sessenta anos de idade,
vinte de casta viuvez,
quero estar bem acordada,
caso ele fale outra vez.

Adélia Prado
Do livro: "Oráculos de Maio", Editora Siciliano,1999



Presépio


Neopolitan Presepio







1º- Acomode as figuras no Presépio.

2º- Quando estiver tudo pronto, aperte onde diz animação e verá
o que acontece!




15.12.08

Morto-vivo


Foto: Kalpler



Morto-vivo


Há pequenas mortes,
diárias, quase.
Enterrá-las, onde?

Tuca



Velha jabuticabeira




Velha jabuticabeira


o balanço
perdeu o sentido -
a criança cresceu

Tuca

Show de alegria




Show de alegria


pregas e rugas
todas elas sorriem
quando você ri para mim

Tuca

Prece

st_-peter-penitent-Gerrit van Honthorst



Prece


Cuida dos meus claros
porque dos escuros cantos
tento eu

Tuca

Convalescente


Imagem: a-young-maidservant-Michael Sweerts


Convalescente

trate-me bem
estou cicatrizando
ausências

Tuca

Veleiros


Foto: Boltenhagen - Christer Leidolph



Veleiros


lágrimas de adeus
desatracam dores
do antigo cais

Tuca



14.12.08

Vibrações




Roseana Murray
em "Caminhos da Magia"
Que a vida te seja leve
como as nuvens
ao primeiro
sopro da manhã:
puro algodão.

Que a vida te dê
ao mesmo tempo
o sol e o eclipse,
uma fatia grossa
de mar
e o cheiro doce
dos rios.

Que te dê estradas
banhadas
de madressilvas,
estrelas,
loucos luares.

Que a vida te dê tudo:
o cheiro profundo
da terra,
a seiva,
o sumo,
a paixão.


Antonio Lee

13.12.08

Zoé e o demônio do meio-dia

Foto: Barbara Porto


Zoé e o demônio do meio-dia

Contardo Calligaris




DESDE PEQUENA, Zoé, 9 anos, adora filmes e histórias de terror. Seus pedidos espantam a moça da locadora de DVDs, que, provavelmente, duvida da sanidade mental dos pais.
De fato, Zoé assiste com prazer a filmes que, às vezes, deixam insones seu irmão mais velho, suas baby-sitters e mesmo sua mãe. Talvez Zoé seja cinéfila a ponto de assistir aos ditos filmes com o distanciamento de um crítico dos "Cahiers du Cinéma". Ela desmontaria os "truques" destinados a produzir espanto nos espectadores e, com isso, os filmes lhe proporcionariam uma experiência parecida com a de um bom exorcista: ela venceria o mal desvendando seus estratagemas.
Mas a paixão de Zoé pelas histórias de terror tem outra explicação possível, que me apareceu quando Zoé quis que sua festa de aniversário fosse o cenário de um filme.
Com a ajuda de um cineasta amigo da família, Zoé e seus convidados foram co-autores e protagonistas de um curta que, claro, é a história do aniversário de uma menina, durante o qual um monstro diabólico e sedento de sangue etc.
Graças ao filme (que, aliás, é bem legal) pensei o seguinte: talvez Zoé queira sobretudo convencer-se de que sempre, mesmo no dia ensolarado de seu aniversário, há zonas de sombra, por onde andam seres repugnantes e perigosos. Alguém perguntará: "Mas por que ela gostaria de pensar assim?"
Pois é, eu acho que essa idéia é, para qualquer um, uma fonte de alívio. Explico por quê.
O Salmo 90 (na numeração Clementina) expressa a esperança de que Deus nos guarde tanto das abominações "que circulam pelas trevas" quanto "do demônio do meio-dia". Sobre o tal demônio do meio-dia muito foi escrito e dito: diferente dos diabos que se escondem nos cantos escuros, o que será esse malefício que nos espreita justamente quando o sol está no zênite e o mundo nos aparece sem sombras?
Uma leitura moderna diz que o demônio do meio-dia não é um bicho do inferno, mas é um sofrimento insidioso, específico de uma época em que faltam cantos escuros.
Ele é nossa própria tristeza, a depressão e o tédio produzidos por um mundo com poucas sombras e poucos mistérios.
Em outras palavras, as luzes da razão e da ciência acabaram com aquele sentido que só uma transcendência (divina ou diabólica, benéfica ou maléfica, tanto faz) podia conferir à vida. Por excesso de luz, em suma, o mundo perdeu seus horrores, mas também seu encanto; com isso, é preciso que Deus nos proteja do demônio do meio-dia, ou seja, do tédio e da tristeza.
Ao inventar cantos escuros e ao povoá-los de "troços" inquietantes, Zoé está se protegendo contra o demônio do meio-dia -com toda razão, pois esse é provavelmente o mais pernicioso de todos. Muito melhor se deparar com Freddy Kruger do que não achar graça no mundo.
"Filosofia do Tédio", de Lars Svenden (Zahar), é uma brilhante meditação sobre a dificuldade moderna em nos interessarmos pela vida, uma vez que ela não é mais justificada pela palavra divina ou por nossa luta heróica contra os "troços" que circulam pelas trevas. Para Svenden, contra o tédio, ainda não inventamos nada melhor do que o remédio do Romantismo: uma mistura de anestesia (drogas lícitas e ilícitas) com transgressões que deveriam provar que estamos vivendo grandes aventuras e experiências "incríveis". Se for para escolher, prefiro os esforços de Zoé para repovoar o mundo de monstros e demônios.
Mas há uma terceira via. Li, nestes dias, "O Olho da Rua", de Eliane Brum (Globo). Brum, repórter especial da revista "Época", reúne dez grandes reportagens escritas entre 2000 e 2008. Fazia tempo que um livro não me tocava tanto. Que Brum fale das parteiras do Amapá, da guerra em Roraima, dos velhos da casa São Luiz para Velhice, ou mesmo que ela acompanhe o fim da vida de uma paciente terminal, seu texto é uma verdadeira alegria - pois ele nos lembra, simplesmente, que o mundo importa, que ele vale a pena. Como ela consegue?
O tédio moderno é uma forma de arrogância: a vida é chata porque nós seríamos maiores que sua suposta trivialidade insossa; tendemos a menosprezar o cenário onde nos toca viver, como se ele fosse demasiado banal para nossas façanhas. Pois bem, o segredo de Brum é o oposto disso, é uma extraordinária humildade diante do que existe.
Quando Zoé cansar de inventar monstros para dar sentido ao mundo e à vida, vou lhe sugerir o livro de Eliane Brum.

ccalligari@uol.com.br
Jornal Folha de São Paulo - Caderno Ilustrada - 11.12.08





Russo patenteia emoticon

A.D.





Nem rir mais é de graça? O empresário russo Oleg Teterin resolveu registrar os emoticons que usamos todos os dias para expressar sentimentos em mensagem instantâneas, e-mails ou SMS. Além do clássico :) , outras variações, como :-) e ;-) também foram registradas. Mas calma: de acordo com o empresário, pessoas comuns poderão usar os símbolos livremente, e apenas empresas que quiserem aproveitar de "sua" marca terão que lhe pagar direitos autorais. Uau, que bom. :(

Teterin não é o primeiro espertalhão que tenta registrar os emoticons para tentar fazer um dinheiro fácil. Em 2005, outro empresário russo processou a Siemens alegando que possuía o registro dos emoticons, sem sucesso.

Smile, o primeiro emoticon, completa 25 anos de existência

Os emoticons foram criados há 26 anos pelo professor Scott Fahlman, para se diferenciar os tópicos sérios dos de humor na rede que frequentava. [Sydney Morning Herald]

Escrito por João Brunelli Moreno

GigaBlog do Uol


A Princesa e a Ervilha


Pintura: "Flaming June" - Lord Leighton



A Princesa e a Ervilha


Adaptado do conto de Hans Christian Andersen

Era uma vez um príncipe que queria se casar
com uma princesa, mas uma princesa de verdade, de sangue real
meeeeesmo. Viajou pelo mundo inteiro, à procura da princesa dos
seus sonhos, mas todas as que encontrava tinham algum defeito. Não
é que faltassem princesas, não: havia de sobra, mas a dificuldade
era saber se realmente eram de sangue real. E o príncipe retornou
ao seu castelo, muito triste e desiludido, pois queria muito casar
com uma princesa de verdade.
Uma noite desabou uma tempestade medonha. Chovia
desabaladamente, com trovoadas, raios, relâmpagos. Um espetáculo
tremendo!
De repente bateram à porta do castelo, e o rei em pessoa foi
atender, pois os criados estavam ocupados enxugando as salas cujas
janelas foram abertas pela tempestade.
Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava
encharcada de tal maneira, os cabelos escorrendo, as roupas
grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando... que era
difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real.
A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou
numa forma de provar se o que ela dizia era verdade.
Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no
quarto de hóspedes e colocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a
cama da “princesa”.
A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a ajuda
de uma escada, se deitar.
No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido.
— Oh! Não consegui dormir — respondeu a moça,
— havia algo duro na minha cama, e me deixou até manchas
roxas no corpo!
O rei, a rainha e o príncipe se olharam com surpresa. A moça
era realmente uma princesa! Só mesmo uma princesa verdadeira teria
pele tão sensível para sentir um grão de ervilha sob vinte
colchões!!!
O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha
foi enviada para um museu, e ainda deve estar por lá...
Acredite se quiser, mas esta história realmente aconteceu!






Aušra Čapskytė




Brincadeira com Papai Noel




Para quem curte uma brincadeira com Papai Noel, é um barato!!! É só clicar no link , escrever seu nome na faixa:

11.12.08

O romantismo dos cardápios


"Portrait with Vegetables" - Arcimboldo




NINA HORTA

O romantismo dos cardápios




DOIS E-MAILS de convite na semana. Um, de umas moçoilas bonitas, que tenho encontrado muito em reuniões. São simpáticas, a fama é que cozinham muito bem, qualquer dia vou lá experimentar, mas quero morrer ou matar com o texto que elas usam para nos chamar.
Meninas, menos... Já estamos há tempos sobre duas pernas e vocês querem nos botar de quatro! Olhem só o romantismo do cardápio delas.
Escondidinhos de casca de banana da comunidade (como é que é isso, a comunidade come a banana e dá as cascas para vocês esconderem?).
Arroz integral, escarolas preservadas. Barrinha de cereais com geléia de capim (epa, é preciso me preparar muito para pastar, não é assim, deixando cair despretensiosamente o capim no e-mail é que vão me fisgar). Canapés de brotos conscientes sobre cama de folhas (não, não quero brotos conscientes, que morram dopados). Cascas de banana à parmigiana (sempre fico pensando em todas essas cascas que as nutricionistas querem que a gente coma. Eu como, se for bom, eu como, mas posso comer a banana também? A batata, a melancia, a beterraba? Como antes ou depois da casca? Se não como, para quem vão essas polpas? Sempre preferiria estar nesse extremo da recepção).
Miniabobrinhas responsáveis recheadas com brotos de bambu orgânico e verdes sustentáveis (detesto abobrinha, de nascença, uma abobrinha responsável, então, deve ser um caso à parte, uma freakona nerd, consciente do seu frescor e sustentabilidade, va-t'en Satan!). Tapioca de talo de agrião certificado (não que não goste de talo, como agrião com talo, quem não come? Mas talo de agrião certificado? Quem é certificado, o agrião ou o talo? Pelo amor de Deus, não me tirem o sabor da comida, encham minha sopa de cascas mas não me contem. E, se comermos tudo isso agora, o que vamos comer na guerra, na crise, na fome?).
Salada colorida com vinagrete de talos, musse de casca de abacaxi (eu me retrato, sim, meninas, prometo.
No dia que comer musse de casca de abacaxi e gostar, eu me retrato. Deve ser melhor que musse, que já é uma consistência que não gosto, feita com a própria fruta. A casca deve dar um tchan áspero, talvez melhore aquele nham-nham da musse, mas...). Lasanha verde com passeata de legumes (passeata, de que jeito, tipo panelão, com banners, legumes nus ou topless contra a química? Interessante).
Outra vez, no menu, tapioca de talos de agrião certificados (eles vêm com o certificado amarrado na perninha?). Salpicão biodiverso de cascas e cores. FarofEco (até a farofa, pecado. Rimem farofa com frigideira, efes fricativos, frisada, frita, fritada, frugal, fúlvida, fundamental, fundadora, mas farofeco, que degradação substantiva!).
No outro e-mail, fui convidada para uma feijoada, feijoada e só, aniversário de feijoada, que é a única coisa que pode desbancar um pouco a aniversariante. Você recebe o convite e, antes de saber se pode ir ou não, já começa a salivar um pouco, repetir a palavra no inconsciente.
Feijoada, sábado tem feijoada, e como Dom Ratão já sente os eflúvios da panela de feijão, enxerga a feijoada, profunda, lúgubre, o paio, a lingüiça, quiçá o rabo, a costela, talvez a orelhinha, barroca, feijoada, barroca, exagerada, feijoada.
Posso afiançar que a couve não era certificada, nem a farinha sustentável, nem o rabo consciente, nem a caipirinha orgânica. Até poderiam ser, mas não tinham esse discurso que mata a vontade de comer. Era simplesmente uma feijoada, um monte de felicidade calma, um negro prazer amalgamado com pimenta e farofeco.

(
Folha de São Paulo - Caderno Ilustrada - 11.12.08]





Fotografia Aérea

BALTIMORE ----------PHOTO BY ALEX MACLEAN
O fotógrafo americano Alex Maclean é formado em arquitetura, mas é mais conhecido por suas fotografias aéreas. Para ver todo o trabalho de Alex Maclean, visite seu site @ http://www.alexmaclean.com.

Caricaturas

"O gato que comeu o duende Leprechaun" - Toni D'Agostinho



Cat Card




Playful Portrait


Music: Original by Mike Hughes-Chamberlain


http://www.jacquielawson.com/preview.asp?cont=1&hdn=2&pv=3146946

Feist






Leslie Feist (nascida em 13 de Fevereiro de 1976) é uma cantora e compositora canadense. Atua em carreira solo sob o nome de Feist e como membro do Broken Social Scene.

Filha de artistas: o seu pai, um pintor abstrato-expressionista e professor no Colégio de Arte em Alberta. A sua mãe era uma estudante de cerâmica nesse colégio. O seu primeiro filho, Ben é agora um programador de informática em Toronto. A família mudou-se para Maritimes, Feist nasceu em Amherst, Nova Scotia. Os seus pais divorciaram-se cedo e logo Leslie, Ben e a sua mãe mudaram-se para Regina, Saskatchewan, e mais tarde para Calgary, Alberta.

http://www.lastfm.pt/music/Feist

Goran Bregovic









Goran Bregović é um músico e compositor sérvio-bósnio que toca uma mistura entre ritmos tradicionais da música da Sérvia e arranjos modernos e pop. Ele nasceu no dia 22 de março de 1950 em Sarajevo, na República da Bósnia-Herzegovina, então parte da Iugoslávia. Tornou-se famoso como líder da banda Bijelo Dugme e como compositor de trilhas sonoras para cinema (notadamente para Emir Kusturica).


http://www.lastfm.com.br/music/Goran+Bregovic



Beirut





Beirut é o nome que Zach Condon, do Novo México, usa desde 2006 para publicar seus trabalhos artísticos. O primeiro álbum oficial de Beirut foi editado graças à colaboração de Jeremy Barnes (Neutral Milk Hotel, A Hawk and a Hacksaw) e Heather Trost (A Hawk and a Hacksaw). Nele, Condon combina elementos e sons do folk e da música do leste europeu.

http://www.lastfm.com.br/music/Beirut

9.12.08

Galeria de fotos do "Obvious"

Feng Jiang


Fotos e mais fotos!


.

Presente de passarinho


Presente de passarinho

de repente
que surpresa
avenca no vaso

Tuca


Foto: Alex Kors
.

Chema Madoz


As fotografias de Chema Madoz (Madri, 1958), em branco e preto, têm vários níveis de interpretação. Podem ser lidas como poesia, usufruídas intelectualmente e percebidas esteticamente. Madoz construiu sua própria linguagem plástica. Aborda o objeto de três maneiras: o objeto encontrado, sem alterar; o objeto manipulado, e o objeto inventado e construído por ele mesmo em seu estúdio.
Chema Madoz é um dos mais importantes expositores da fotografia espanhola atual além de ter grande projeção internacional. Em suas obras, Madoz nos mostra novas formas de ver o cotidiano uma vez que cria metáforas e jogos visuais dirigindo nosso olhar até o que estava oculto ou nos passava desapercebido.

Fotógrafos brasileiros