31.3.09

Re apresentação

Armando Lourenco - Portugal


Re apresentação


aquariana
tece velhice
e poesia

Tuca

I CHING

Filipinas - TrekLens



I CHING

o Tempo
rabisca hexagramas
no meu rosto

Tuca

O Tempo

All the Right Reasons - Ann Christensen


O Tempo

pastagem
paisagem
passagem

Tuca

Segredos

mano_sepia - Maria Jose Con - México

Segredos

na concha das tuas mãos
debruço sins abrasados
por incendiáveis nãos

Tuca

Criatividade

Ataman Ayvaz -5 - Turquia



Criatividade

claras águas
pesco gordas palavras
e moldo sutis sentimentos

Tuca

O que nos separa

Filipinas - TrekLens



O que nos separa

aparenta transparência -
é muro feito de silêncios,
mornidão e indiferença

Tuca

A Ponte

Larnaca - Treklens


A PONTE

Mario Benedetti
Tradução de Julio Luís Gehlen.



Para cruzá-la ou não cruzá-la

eis a ponte



na outra margem alguém me espera

com um pêssego e um país



trago comigo oferendas desusadas

entre elas um guarda-chuva de umbigo de madeira

um livro com os pânicos em branco

e um violão que não sei abraçar



venho com as faces da insônia

os lenços do mar e das pazes

os tímidos cartazes da dor

as liturgias do beijo e da sombra



nunca trouxe tanta coisa

nunca vim com tão pouco



eis a ponte

para cruzá-la ou não cruzá-la

e eu vou cruzar

sem prevenções



na outra margem alguém me espera

com um pêssego e um país



(De Preguntas al azar – 1984-1985)

30.3.09

(olhar)



FICHA TÉCNICA
FOTÓGRAFO: Rafael Hupsel
DATA: 18/3/2009
PAUTA: Garça descansa em toco de madeira no lago do parque da Aclimação, depois de temporada chuvosa.

PÁSSARO PENSA, por Fernando Paixão

Nem todo mundo sabe, mas é comum ao universo dos pássaros o hábito de pensar. Claro que eles gostam muito de voar, seguem o seu rumo. Mas também curtem quando chega a hora do pouso, do repouso. Basta olhar em torno, observar as coisas. O pensamento vem, natural, e preenche aquele momento.


Animals save the Planet





29.3.09

E a Páscoa já está chegando!





Homem decora com cerca de 9.200 ovos de Páscoa uma árvore no jardim da casa de sua família em Saalfeld, na Alemanha. A família é conhecida na região pela decoração especial para a Páscoa, que já é repetida há mais de 40 anos.





Miguel Rio Branco





Rio Branco, Miguel (1946)

Biografia

Miguel da Silva Paranhos de Rio Branco (Las Palmas de Gran Canaria, Espanha 1946). Fotógrafo, diretor de fotografia, pintor. Filho de diplomata, vive a infância e adolescência entre Espanha, Portugal, Brasil, Suíça e Estados Unidos. Pintor autodidata, em 1964 expõe pela primeira vez numa galeria em Berna, Suíça. Em 1966, estuda no New York Institute of Photography [Instituto de Fotografia de Nova York] e, dois anos depois, na
Escola Superior de Desenho Industrial - Esdi, no Rio de Janeiro. De 1969 a 1981, dirige filmes experimentais e trabalha como diretor de fotografia e cameraman para cineastas como Gilberto Loureiro (1947) e Júlio Bressane (1946). Paralelamente, atua como fotógrafo documental. Entre 1978 a 1982, é correspondente da Agência Magnum, em Paris, e se destaca pelo uso de cores saturadas em seus trabalhos. Nos anos 1980, realiza instalações audiovisuais utilizando fotografia, pintura e cinema e expõe com freqüência no Brasil e no exterior. Recebe diversos prêmios, entre eles Prêmio Kodak da Crítica Fotográfica, em 1982, Bolsa de Artes da Fundação Vitae, em 1994, e Prêmio Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte - Funarte, em 1995. É autor dos livros Dulce Sudor Amargo, 1985, Nakta, 1986, Miguel Rio Branco, 1998, Silent Book, 1998 e Entre Olhos o Deserto, 2001.




"Coleção Folha Grandes Fotógrafos"

O Escolhido

"O coração tem razões que a própria razão desconhece".
Blaise Pascal



ser rejeitado
sem razão
é como ter um espinho
enterrado no peito -
machuca sem parar o coração
Tuca




No pelo o calor incerto
estranho e improvavel.
De pena se fez a ternura

bel

28.3.09

Renato Russo - La Solitudine

Mona Lisa interativa


E se a expressão da Mona Lisa, não fosse esta? Mona Lisa Interactiva

(Publicado em artes e letras por bjr - Obvious)

Mensagem

Egors

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

"Mar português"- Fernando Pessoa





27.3.09

A Casa






Fotos: Alex Kors



A Casa onde meu pai nasceu e viveu até vir para o Brasil. Fica na Spitalmauer Strasse, nº9, Paderborn, Alemanha.




A casa de um jovem sonhador


planos, esperanças, ideais,
explodiram e desapareceram no ar...
tudo deixou para trás
em busca da suposta Paz.

tucakors 



https://youtu.be/TneaaAtFIzY



Maria da Fé antiga: histórias da cidade que amamos


Ou muito eu me engano
ou esses Senhores na foto de 1948 não me enganam.
Na pracinha da linda Getúlio Vargas.
Ela de um lindo desenho
a arquitetura clássica fina
eles o charme dos ternos
a boca ouvidos para as grandes coisas da Guerra,
mas esses senhores estão falando de
Bunda.
Namoro
Quatro braços.
Quatro braços quatrocentas vezes quatrocentos abraços
até a hora de ir embora dois mil e duzentos beijos. Duas bocas.
As cinturas insatisfeitas porque
o que mais houvesse de delícia com certeza era de só de Deus.
Relato
Roça.
No eito, Mauricio falou
na segunda feira depois do sábado do seu casamento:
__ Se houver melhor, Deus guardou para Ele.
Era no tempo em que eu achava que Kellys eram feitas de outra coisa
porque eu suava e tudo o mais.
Foi numa segunda em que eu vivia
de há dezoito dias Rosimeire ter passado
e defronte do bar do jair seu cheiro.
Foi um choque. Eu fiquei pensando se.
O azul esquisito do bar do zé branco
Na porta do bar do zé branco
tinha um resto de azul que o dia tinha deixado.
Era um azul para depois do azul escuro mais escuro.
Um azul preto.
Azul quase.
Cor daquela noite em que eu acordei sonhando com isabel.
Cor de amanhã a estas horas estamos dormindo.
Paulo Gonçalves

Águas de Março

Elis Regina e Tom Jobim


Águas de Março
Tom Jobim


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
au, edra, im, inho
esto, oco, ouco, inho
aco, idro, ida, ol, oite, orte, aço, zol

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.







Burt Glinn

"Mt. Fuji" - Burt Glinn







Pequena Biografia: Burt Glinn (1925-2008)

O americano Burt Glinn nasceu em Pittsburg (EUA), estudou história e literatura na Universidade de Harvard, serviu no Exército de seu país, mas aos 24 anos, trabalhando para a revista "Life", já tinha a fotografia como profissão. Também foi membro da agência Magnum, que por duas vezes chefiou.

Ao longo de sua trajetória, Glinn realizou várias matérias de grande repercussão no Japão, Rússia e México, entre outros países, tendo suas fotografias publicadas em publicações como "Paris-Match" e "Fortune".

Entre outras célebres imagens, Glinn assina o famoso registro de Nikita Khruschev, em 1959, visitando o Memorial de Lincoln em Washington.

Outro trabalho que se destaca no portfólio do fotógrafo é a entrada triunfal de Fidel Castro e seus homens em Havana. Ao saber que o ditador Fulgencio Batista acabara de abandonar Cuba, Glinn conseguiu um voo de madrugada e desembarcou na ilha a tempo de registrar a entrada e o fervor revolucionários dos rebeldes no dia de Ano-Novo de 1959.

Jornal Folha de São Paulo


Ausência

Guatemala - TrekLens


Ausência

no centro, o problema -
lava viva
a ferida
dor sem solução

Tuca

AMOR

Mangue Seco - BA -Enio Olavo Bacchereti


AMOR

meu olhar
tateia a linha do horizonte
em busca de qualquer sinal

Tuca Kors

My Prince

"Pequeno príncipe" - Nitin Jamdar- India


My Prince

Aqui ou alhures,
pastora do Reino de Nenhures,
teus pés enxugo com meus cabelos.

Tuca

Velho coração

thilo_kondermann


Velho coração

transformou-se em renda
acolheu dentro de si
delicadas prendas

Tuca

26.3.09

Crianças internas

Foto: China - TrekLens


Crianças internas


Crianças internas não estão internadas. Ficam lá dentro da gente, escondidas, resguardadas, esperando momentos de alegria ou de dor para mostrar seus rostinhos matreiros, seus jeitinhos tão simples de ser e sentir.
Crianças internas existem em todos nós, quer sejamos gente grande, de raça importante, quer sejamos gentinha daquelas bem atoinhas.
Todos gostamos de histórias simples para rir e para chorar.
Outro dia escrevi aqui um texto de arrepiar. Um Xamã, que é uma espécie de líder espiritual muito entendido em coisas que os outros não entendem direito, assim ligado com as forças da natureza e da vida, sabendo de onde tirar as boas energias para curar gentes, bichos, planta, serpentes e planetas… Esse Xamã, estava almoçando no mesmo lugar que eu, na Casa de Yiá Sandra e ele nos contou sobre crianças superdotadas em poderes paranormais que enviaram uma mensagem a todos Xamãs e religiosos do mundo pedindo que orassem pelas crianças internas dos senhores líderes das grandes potências em guerra, pelos seres cheios de violência no mundo, pois suas crianças internas estão amedrontadas, tristes, sem amor…E eu escrevera desamadas…
Como acontece com textos, nem sempre saem do jeito que a gente escreve. Tem problema de espaço e também tem erros crassos para serem corrigidos por copydesks bem pagos (ou não).
Acontece que saiu errado e logo o que eu escrevera virou outra história. O desamado virou desarmado…Será que quem não tem amor, não foi amado fica desarmado ou se arma de rancor, pega na arma da violência e do terror?




Monja Coen



Um bonito motivo para ler mais em: http://www.monjacoen.com.br/index.htm

Os Surdos-mudos cantam



OS SURDO-MUDOS CANTAM: Aconteceu em Uberaba. Disseram-me que antes da minha fala haveria um coro de crianças surdas que cantaria o hino nacional. Desacreditei. Crianças surdas não cantam. Aí entraram as crianças no palco. Um menininho de não mais que quatro anos de idade olhava espantado para aquele mundaréo de pessoas, todo mundo olhando para ele! Entrou a regente e fez-se silêncio. Silêncio para nós porque para os surdos é sempre silêncio. Iniciou-se o hino nacional. Os acordes introdutórios. A regente levantou os braços... e eles cantaram o hino nacional com gestos! Cantaram com as mãos, os braços, os olhos, o rosto, o corpo inteiro! A voz calada, o corpo cantando! Ouvimos a música que mora no silêncio. Terminado o hino todas as crianças se abriram num enorme sorriso e correram a abraçar a regente. E aí, cantaram para mim a “Serra da Boa Esperança”. Por vezes não é possível não chorar...
Rubem Alves

do livro "ostra feliz não faz pérola"







Serra da Boa Esperança

Composição: Lamartine Babo

Serra da Boa Esperança, esperança que encerra
No coração do Brasil um punhado de terra
No coração de quem vai, no coração de quem vem
Serra da Boa Esperança meu último bem
Parto levando saudades, saudades deixando
Murchas caídas na serra lá perto de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar
Adeus
Levo na minha cantiga a imagem da serra
Sei que Jesus não castiga o poeta que erra
Nós os poetas erramos, porque rimamos também
Os nossos olhos nos olhos de alguém que não vem
Serra da Boa Esperança não tenhas receio
Hei de guardar tua imagem com a graça de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar
Adeus

KT Tunstall - Suddenly I See

Tema de abertura do filme "O diabo veste Prada"



Suddenly I See
KT Tunstall


Her face is a map of the world
Is a map of the world
You can see she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
And everything around her is a silver pool of light
The people who surround her feel the benefit of it
It makes you calm
She holds you captivated in her palm

Suddenly I see
This is what I want to be
Suddenly I see
Why the hell it means so much to me

I feel like walking the world
Like walking the world
You can hear she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
She fills up every corner like she's born in black and white
Makes you feel warmer when you're trying to remember
What you heard
She likes to leave you hanging on a word

Suddenly I see...

And she's taller than most
And she's looking at me
I can see her eyes looking from a page in a magazine
Oh she makes me feel like I could be a tower
A big strong tower
She got the power to be
The power to give
The power to see

Suddenly I see...
***

Suddenly I See (Tradução)
KT Tunstall
Composição: Kt Tunstall

De Repente Eu Vejo

O rosto dela é um mapa do mundo
É um mapa do mundo
Você pode ver, ela é uma garota linda
Ela é uma garota linda
E tudo ao seu redor é um poço prata de luz
As pessoas que a cercam sentem o benefício disso
Te faz calmo
Ela mantém você na palma da mão

(Refrão)
De repente eu vejo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo
Porque diabos isso significa tanto para mim? (2x)

Eu sinto como se tivesse atravessando o mundo
Como se tivesse atravessando o mundo
Você pode ouvir ela é uma linda garota
Ela é uma linda garota
Ela preenche cada esquina, como se fosse nascida em preto e branco
Faz você ficar atento quando você está tentando lembrar
O que você ouviu?
Ela gosta de deixar você pensando em uma palavra

(Refrão)
De repente eu vejo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo
Porque diabos isso significa tanto para mim? (2x)

E ela é a mais alta
E ela está olhando para mim
Eu posso ver seus olhos olhando da página na revista
Ela me faz perceber como que eu podia ser uma torre

Uma grande e forte torre
Ela tem a força para ser
A força para ceder
A força para ver


25.3.09

Vigília

Itanhaem- foto de Alex Kors



VIGÍLIA
Orides Fontela



Momento

pleno:

pássaro vivo

atento a.



Tenso no

instante

— imóvel vôo —

plena presença

pássaro e

signo.



(atenção branca

aberta e

vívida).



Pássaro imóvel.

Pássaro vivo

atento

a.

Mulher andando nua pela casa

Fotografia: Enio Olavo Bacchereti


Mulher andando nua pela casa

Mulher andando nua pela casa
envolve a gente de tamanha paz.
Não é nudez datada, provocante.
É um andar vestida de nudez,
inocência de irmã e copo d’água.

O corpo nem sequer é percebido
pelo ritmo que o leva.
Transitam curvas em estado de pureza,
dando este nome à vida: castidade.

Pêlos que fascinavam não perturbam.
Seios, nádegas (tácito armistício)
repousam de guerra. Também eu repouso.



Carlos Drummond de Andrade


Anjo

"Kalanchoe" - Marcia Fontes


“Anjo,
é tanta coisa pra se saber
que eu nunca sei
ou já não sei mais
nem mesmo quem eu sou
de tanto que já fui.
E eu queria só saber
agora
o que é que é
que também sou
Me diz, me guia
Me encontra em mim
Pra eu ser eu
Seja o que for".

Marcia Fontes
1993



Ernesto 'Che' Guevara de la Serna - Foto: Alberto Korda (5 de março de 1960)


Alberto Korda (1928-2001)


Pseudônimo de Alberto Díaz Gutiérrez, Alberto Korda nasceu em Havana, estudou economia e ciências empresariais e começou carreira como fotógrafo de produtos comerciais e modelos femininos. Sua trajetória profissional e pessoal foi subitamente alterada no fim dos anos 1950, com o advento da Revolução Cubana.
Como fotógrafo militante da revista cubana Revolución entre 1959 e 1962, Korda acompanhou Fidel Castro em suas viagens, fotografando todos os momentos que julgava de grande importância na propaganda da Revolução.
Foi em uma dessas ocasiões, em 5 de março de 1960, que ele captou a mais famosa imagem de Che Guevara. Ignorada na época, a foto foi publicada apenas sete anos depois, quando Che já havia morrido, e se tornou uma das mais conhecidas fotografias do século 20.
Fotógrafo pessoal de Fidel por muitos anos, Korda também se interessou pela fotografia submarina, sendo o fundador do Departamento de Fotografia Subaquática da Academia de Ciências Cubana. Ele morreu aos 72 anos, vítima de um ataque cardíaco, em Paris, onde acompanhava uma exposição.
Jornal Folha de São Paulo

é o entardecer do outono. é o equinócio.

Entardecer no rio Tapajós, Santarém, Amazônia, Brasil. Foto: Olavo das Neves


amigos, o sol vai baixando no horizonte, o rio, largo, inteiro,
intenso, em tons de ouro, abundante nessa terra noutros tempos. hoje
é o ouro do entardecer e basta. em menos de uma hora o céu se
transforma, cores transitam conforme a altura das nuvens e o angulo
do sol, que por fim mergulha no tapajós. a grande nuvem a leste
tingiu céu e rio na cor das ameixas, aquele tom que só o outono tem.
é o meu aniversário que se aproxima, a quaresma a meio, a páscoa
vindo. é o entardecer do outono. é o equinócio.
descobrir semelhanças entre os índios caboclos e os japoneses: ambos
tem olhos puxados e a pele lisa, comem em cuias mas com um pauzinho
só, pra pescar o camarão e o jambu, e misturar o tacaca no tucupi,
deixam as havaianas na porta da frente e usam farinha de peixe,
piracuí, pra temperar o bolinho de macaxera. o mundo é mesmo mínimo e
as mangas foram quase todas abaixo. as flores de jambeiro acabaram em
menos de 10 dias. agora é só sentar e esperar a fruta.

outono entardece
do púrpura ao amarelo
de leste a oeste

outono inverno
depois da chuva grossa
um bafo quente

tempo de chuva -
da janela do avião
a floresta inundada

estou adorando a lista, de norte a sul, cruzando a atlântico. é o
haicai botando sementes qual dentes-de-leão. respirando, inspirando.
com outono ou sem outono. com kigo ou sem kigo - que os tradicionais
perdoem essa blasfêmia, mas é que o brasil é tão grande, tão diverso
e as alterações climáticas tão presentes e imprevisíveis.
"amar a natureza. respeitar a natureza. deixar de lado sentimentos
baratos..." palavras do mestre goga.

estar aqui, agora, ser parte dos amadores da natureza é sempre um
prazer!



Carol Ribeiro

HAIKAI-L - Yahoo
Em 24/03/2009




24.3.09

Os trinta e três nomes de Deus

Formoso-MG - Alex Kors

Os trinta e três nomes de Deus: De vez em quando perguntam-me se acredito em Deus. Mas é claro. Acredito mais que a maioria das pessoas. Tenho até trinta e três nomes para ele. Esses nomes foi a Margueritte Yourcenar que me contou. Ela foi uma escritora maravilhosa, autora do livro Memórias de Adriano, quem lê nunca mais esquece, quer ler de novo. Pois esses são os trinta e três nomes de Deus que ela me ensinou. É só falar o nome, ver na imaginação o que o nome diz, para que a alma se encha de uma alegria que só pode ser um pedaço de Deus... Mas é preciso ler bem devagarinho... 1.Mar da manhã. 2.Barulho da fonte nos rochedos sobre as paredes de pedra. 3.Vento do mar de noite, numa ilha... 4.Abelha. 5.Vôo triangular dos cisnes. 6. Cordeirinho recém-nascido.... 7.Mugido doce da vaca, mugido selvagem do touro. 8.Mugido paciente do boi. 9. Fogo vermelho no fogão. 10.Capim. 11.Perfume do capim. 12.Passarinho no céu. 13.Terra boa... 14.Garça que esperou toda a noite, meio gelada, e que vai matar sua fome no nascer do sol. 15. Peixinho que agoniza no papo da garça. 16. Mão que entra em contato com as coisas. 17.A pele, toda a superfície do corpo 18. O olhar e tudo o que ele olha. 19.As nove portas da percepção. 20.O torso humano. 21.O som de uma viola e de uma flauta indígena. 22.Um gole de uma bebida fria ou quente. 23.Pão. 24.As flores que saem da terra na primavera. 25.Sono na cama. 26. Um cego que canta e uma criança enferma. 27. Cavalo correndo livre. 28.A cadela e os cãezinhos. 29.Sol nascente sobre um lago gelado. 30.O relâmpago silencioso. 31. O trovão que estronda. 32.O silêncio entre dois amigos. 33.A voz que vem do leste, entra pela orelha direita e ensina uma canção...” Agradeço ao Carlos Brandão por haver me apresentado os trinta e três nomes de Deus da Margueritte. Não é preciso que sejam os seus. Faça a sua própria lista. Eu incluiria: Ouvir a sonata Apassionata de Beethoven. Sapos coaxando no charco. O canto do sabiá. Banho de cachoeira. A tela “Mulher lendo uma carta”, de Vermeer. O sorriso de uma criança. O sorriso de um velho. Balançar num balanço tocando com o pé as folhas da árvore... Morder uma jabuticaba... Todas essas coisas são os pedaços de Deus que conheço... Sim, acredito muito em Deus.

Rubem Alves



http://www.rubemalves.com.br/






Babuté

"Caminho" - Marijampole- Lithuania - Eric Kors



Babuté*

estes caminhos
ainda guardam na memória
teus pequenos passos de menina

Tuca

*Vovozinha, em lituano






23.3.09

Boa noite com Bach, interpretado por Yo-Yo Ma!

Suite nº 1 - Prelúdio - J. S. Bach



Yann Arthus Bertrand

Yann Arthus-Bertrand





Yann Arthus-Bertrand nasceu a 13 de Março de 1946 e sempre foi um amante da Natureza.
Ainda era bastante jovem quando se tornou líder de uma reserva natural em França e quando posteriormente, aos 30 anos, decide mudar-se para o Quénia com a sua esposa Anne para estudar os leões na reserva Masai Mara.
Tal resulta no seu primeiro livro "Leões". É em África que descobre a beleza da Terra vista de um balão de ar quente.
Quando regressa a França, começa a trabalhar como fotojornalista especializado em viagens, desporto e natureza.
Faz a cobertura do Paris-Dakar e publica anualmente um livro sobre o campeonato de ténis, Open de França. Além disso, fotografa amantes da natureza, como por exemplo, Dian Fossey e os seus gorilas da montanha no Ruanda.
Em 1989 Yann Arthus-Bertrand decide reunir 100 dos melhores fotógrafos de França e organizar um evento denominado "Três dias em França", que se tornou também o título de um livro.
O seu interesse pela fotografia aérea aumenta e torna-se
um especialista nessa área, reconhecido mundialmente.
As suas fotografias são impressas nos mais importantes jornais e revistas internacionais: Paris-Match, Figaro Magazine, Stern, Geo, Aironne, Life e National Geographic.
Em 1991 estabelece uma agência de fotografias, Altitude, constituindo uma grande colecção de fotografias aéreas, tiradas por fotógrafos de todo o mundo que, tal como ele, são apaixonados pela fotografia aérea.
Em 1995 Yann Arthus-Bertrand, em conjunto com o departamento de Estudos Ecológicos da UNESCO, como seu patrono, leva a cabo o projecto que há já tanto tempo é a menina dos seus olhos: "A Terra Vista do Céu". Pretende-se com o projecto dar início a uma colecção de fotografias aéreas de algumas das paisagens mais características, peculiares e notáveis; uma espécie de perfil dos ecossistemas da Terra, vistos do céu e paralelamente um indicador do estado da Terra em inícios do século XXI.
Simultaneamente, Yann Arthus-Bertrand continua o seu trabalho em estúdio com animais domésticos e de criação.






HOME - Docu-Film de YANN ARTHUS-BERTRAND
Enviado por yannaki

"O Equilibrista"


"O Equilibrista" questiona a associação da imagem das Torres Gêmeas com o terrorismo
EDILSON SAÇASHIMA

(Da Redação do UOL)

Citar as Torres Gêmeas é quase uma forma de mencionar um pesadelo moderno. Desde setembro de 2001, é o desmoronamento de dois prédios em um ataque terrorista que nos vem à mente quando pensamos no World Trade Center. O documentário "O Equilibrista", no entanto, recupera uma outra imagem dessas construções de Nova York. O filme será exibido no festival É Tudo Verdade, que começa nesta quarta (25), e entra em cartaz nos cinemas no dia 9 de abril.

Dirigido por James Marsh e vencedor do Oscar de melhor documentário este ano, o longa mostra os edifícios como alvos de um sonho, quase um delírio, de um homem que, em 1974, desejava atravessar as duas torres por meio de um cabo de aço. "O Equilibrista" busca regenerar a imagem das Torres Gêmeas.


Trailer do filme "O Equilibrista:

Romona Youngquist

22.3.09

Sebastião Salgado


Sebastião Salgado (1944)


Mineiro de Aimorés, Sebastião Salgado formou-se economista e seguiu carreira como tal até 1973, quando viajou pela África usando uma câmera emprestada da mulher.
Começava aí a trajetória do fotojornalista brasileiro de maior destaque na atualidade, autor de uma série de livros, a começar por 'Outras Américas', sobre a pobreza na América Latina, e o 'Homem em Pânico', resultado de uma longa colaboração de quinze meses com a ONG Médicos sem Fronteiras cobrindo a seca no Norte da África, ambos publicados em 1986.
Premiado fotógrafo dos excluídos, Salgado trabalhou para as agências Sygma, Gamma e Magnum e suas imagens já ilustraram as páginas das mais importantes publicações internacionais.
Entre seus trabalhos de destaque também figuram o monumental registro do trabalho manual em todo o mundo, feito entre 1986 a 1992, e as fotos dos refugiados, que ele passou a acompanhar em 1993 e renderam outros dois livros, 'Êxodos' e 'Retratos de Crianças do Êxodo', publicados em 2000.
Fruto de seu comprometido trabalho, o fotógrafo brasileiro é o representante especial do Unicef para registrar com sua câmera os avanços e retrocessos da luta pela infância.


Jornal Folha de São Paulo










21.3.09

"Tempo é vida e vida é tempo"

Rio Pader - Paderborn - Alemanha


(Tempo é vida e vida é tempo)

http://ich-bin-ana.blogspot.com





"Tudo tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar;
tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras;
tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder;
tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser;
tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar;
tempo de guerra, e tempo de paz."

(Ec 3. 1-8)


20.3.09

Georgia O'Keeffe

Petúnia - Georgia O'Keeffe





"Geórgia O’Keeffe foi uma pintora norte americana. Seus quadros são assombrosos! Porque seus olhos são assombrosos! “Ninguém vê uma flor, realmente”, ela observou certa vez. “A flor é tão pequena... Não temos tempo e o ato de ver exige tempo, da mesma forma como ter um amigo exige tempo.” O ver, como fenômeno físico, acontece instantaneamente. Basta abrir os olhos... A luz toca a retina e a imagem se forma nalgum lugar do cérebro. Igual ao que acontece com a máquina fotográfica. Mas há um outro ver que não é coisa dos olhos. Como quando se contempla uma criança adormecida. A visão de uma criança adormecida nos acalma. Faz-nos meditar. O olhar se detém. Acaricia vagarosamente. O olhar se torna, então, uma experiência poética de felicidade. Sentimos que a criança que vemos dormindo no berço dorme também na nossa alma. E a alma fica tranqüila, como a criança. É por isso que mesmo depois de apagada a luz, ida a imagem física, vai conosco a imagem poética como uma experiência de ternura."




Rubem Alves


Do livro "ostra feliz não faz pérola"





Sobre direitos e avessos

foto do blog Obvious


"Consulte sempre um advogado. Você tem direitos. Consulte sempre um psicanalista. Você tem avessos..."

Rubem Alves

(do livro: "ostra feliz não faz pérola")



19.3.09

Início do outono - 20.03.09

Foto de Marcos Santos



Outono bate à porta
cobre praças e calçadas
com tapetes de flores

Tuca


Feliz Eqüinócio de Outono!!!

18.3.09

A aranha tece sua teia

Ruud Verberne - Holanda - Trekens




Veja que trabalho interessante ( e que programa "experto" ). Após
entrar no site, escolha a demonstração da esquerda.




L'araignée tisse sa toile.

Extraordinaire !
Quel travail, vite fait et bien fait !


Cliquez sur ce lien et découvrez une araignée en train de faire sa toile.
Elle lui servira à se protéger, mais aussi à se nourrir . Regardez , c'est
super!





http://www.espace-sciences.org/science/images/images-maj/Perso/spiderweb/index_spider.html
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Mais uma vez obrigada pelo envio, Zi!
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ENTRE EM UMA FERRARI

Ferrari 612 Scaglietti - Obvious


Sua chance de entrar numa Ferrari !

Clique no link abaixo e aguarde:


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Um beijinho de muito obrigada pelo envio, Zi!
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Questão

Desperta-se a nevoa em dancantes figuras - Maria Jose Amorim


"O que é que em nós sonha o que sonhamos?"
José Saramago
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Argumentos



Para ver se você
voltava pra mim
fiz de tudo
até chorei
Niágaras falsas

Tuca

"Olho no lance!"

Para provocar o sorriso do meu amigo
faço de tudo
até o impossível...

Tuca


Enfrentando o desconhecido


Coragem não é ausência de medo, é medo com determinação.
Tuca

La Joie de Vivre


o calor
da companhia
-alegria-
o momento perfeito
Tuca


17.3.09

Josef Koudelka





Josef Koudelka (1938)
Natural de uma pequena localidade da região da Morávia, na antiga Checoslováquia, o fotógrafo sempre transitou entre o trabalho jornalístico e as fotos artísticas de características autorais marcantes.
Koudelka cresceu em uma nação socialista, fez-se engenheiro da força aérea e, paralelamente, passou a fotografar peças de teatro de vanguarda.
A partir da década de 1960, Koudelka abandona a engenharia e passa a registrar a realidade das comunidades ciganas de seu país. O trabalho consumiu quase uma década e resultou em um dos mais importantes acervos sobre os costumes, a cultura e a sobrevivência dessa etnia itinerante.
Em 1970, dois anos depois de fotografar os acontecimentos da Primavera de Praga, Koudelka abandonou a Checoslováquia e viveu exilado em Londres e Paris. Nesta mesma década ele passou a integrar a agência Magnum. Em viagens pela Europa e outros continentes, o fotógrafo checo reuniu um verdadeiro registro antropológico perpetuado em imagens inquietantes da marginalização e da vida cotidiana.


Veja mais fotos em:

solitude I

maple-leafs - Kristian Lebar - Canada



solitude I

único rumor:
folhas secas
sob meus pés

Tuca




licença quase poética

TrekLens


licença quase poética

a_colhida
entre os lábios
rubra haste em riste

Tuca



Cintilante natureza

Foto TrekLens



Cintilante natureza

deitada no chão
em rendilhada sombra
meus olhos criam asas

Tuca