30.4.10

Tarsila do Amaral


ZIZI POSSI - Luzes&Sombras

Francisco Sobral

"Casario com flores"
Arte brasileira






Poema de domingo

poppies -HUERTAS Raphael




Poema de domingo
Adriano Moura

Queria sair por aí
Vestido de Rimbaud
Depois dormir
Brincando nos campos do senhor

Deus só descansou no sétimo dia
Depois de fazer poesia

Satori




SATORI
Ademir Assunção



Sentado, distraído, na pedra

ao lado da cachoeira

- eu sou um Buda

de cabelos nublados

e dedos de borracha.



A água fria

franze a pele das costas,

A samambaia sorri

com suas folhas

crispadas pelo vento.



Nada fora de lugar.

Nenhum caos mental.



Pelado, pêlos eriçados

- secando ao sol

sou apenas

mais uma

espécie de vida

entre muitas –

viajando pelo tempo

- que nunca existiu



25.4.10

Bem-me-quer ou mal-me-quer?




Bem-me-quer ou mal-me-quer?

Rosangela_Aliberti


Mesmo que algum mal

te queira,

o Bem te quererá

mais mais e mais...






Maurits Cornelis Escher

Escher - auto-retrato

Deus-Mãe

Magdlena Wanli







DEUS-MAE
Adelaide Petters Lessa


Aos sofredores do mundo

quisera escrever um poema

que fosse de alívio eterno



assim como, na hora extrema,

Deus é todo materno.

Aflição de um jovem poeta

Yu YU




AFLIÇÃO DE UM JOVEM POETA
Adelaide Petters Lessa



Ele: Livro de poesia

é como

teia de aranha.



Ela: Prende a folha, prende a chuva,

rehidrata a sobrevida.



Ele: É coleta de sangue,

balanço de suor, colcha de pranto,

esperma, linfa, baba,

é mordida, auto-defesa.



Ela: Mas, pelo design,

espantosa, delicada geometria ...



Ele: Estrela, sistema solar,

mandala no ar, exágono de êxtases.



Ela: ... sujeita a riscos,

vendavais, tempestades,

pedras e lava,

e críticos impérvios.



Ele: O analfabeto rasga.

O cego pisa.



Ela: E a mãe conserva,

entre pétalas de rosa

e penas caídas,

azuis, de periquitos.

Onde estive, enquanto vivia minha vida?


Onde estive, enquanto vivia minha vida?

Dulce Critelli
Texto publicado na coluna “Outras Idéias” , Folha Equilíbrio, “Folha de São Paulo”, de 10 de julho de 2008

Não existe forma mais clara de perceber a passagem do tempo do que encontrar pessoas que há muito não se via. Meninos que, agora, são pais e mães. Jovens pais e mães que, agora, são senhores e senhoras. Crianças, de quem a última memória é da chupeta na boca, falando de seus trabalhos e dos seus projetos.

Um susto! Foi o que vivi no casamento da filha de uma prima, na semana passada. É claro que sei quantos anos tenho, marcados no meu registro de nascimento e na contabilidade dos calendários. Mas esse cálculo dos dias e dos anos está muito longe de qualquer experiência de tempo.

Há um contraste, na verdade, entre a percepção do envelhecimento e o sentimento de vida jovem que me habita. Estranho sempre que me chamam de senhora ou quando me vejo nos vídeos e nas fotografias. E estranho ainda mais quando os olhares sedutores que me alcançam, vêm de alguém com mais de cinqüenta anos.

Difícil, em circunstâncias como essas, não nos fazermos a pergunta angustiante sobre quanto tempo já vivemos e por quanto tempo ainda podemos durar. Porque o tempo a gente mede mesmo é com a própria vida. Existe tempo porque morremos e sabemos disso.

Alguns filósofos existenciais, como Heidegger, consideram a morte, essa companheira secreta da vida, nosso destino. “O homem é um ser para a morte”, nos diz ele. Eu, no entanto, acredito que ela é apenas uma contingência, uma condição do nosso ser.

O espanto com o tempo já sido, já passado, deveria funcionar como um lembrete que nos tirasse da distração de que algum dia sairemos de cena. Deveria ser um estímulo para escolhermos como é melhor viver ou como emprestar à vida a nossa própria cara. Em outras palavras, como queremos gastar o tempo vivo, não que temos, mas que somos.

É o próprio Heidegger quem afirma que o homem é um tempo que se esgota, que se emprega nisto ou naquilo, que se omite, que se retrai, ou que se desperdiça.

Talvez, então, não seja só e, justamente, a passagem do tempo o que nos assombra, mas a possibilidade de termos empregado mal o tempo da nossa existência, que é única e irrepetível. O receio de termos gasto nosso tempo com o que pouco importava, com besteiras, com o que não era do nosso próprio interesse.

Essa a maior inquietação em ver que o tempo passou: a percepção da inconsciência com que vivemos os acontecimentos da nossa vida e o medo de termos desperdiçado um tempo de ser, tão precioso.

Essa é, também, a razão de eu, muitas vezes, pensando no passado, me perguntar: onde estive enquanto vivi a minha vida?

23.4.10

Serenata sintética

Martynas Milkevicius



SERENATA SINTÉTICA
Cassianao Ricardo


Lua
morta

Rua
torta

Tua
porta




A Hélio Pelegrino

Hydra - 1939 - George Seferis





A HÉLIO PELEGRINO
Suzana Vargas

O avesso da morte
é movimento, vertigem,
pulsar de músculos,
poros
Todas as ações desencontradas
na memória:
livros, contas que se pagam.

Como
de um dia para o outro
interromper um artigo
um poema,
desprogramar um cinema
deixar para sempre intactos
nosso guarda-roupas e
chave?
E a mulher,
a mulher que nos espera,
Deixá-la longos anos
na marquise
à sombra de verões,
invernos
primaveras?
Abandonar projetos
cobranças
(que se paguem sozinhos)

E o principal:
este momento suspenso
no meio-fio do silêncio

DEUS é movimento.

22.4.10

Presságio de tempestade

ninanebuninazemlji - Aleksa Stojkovic


Presságio de tempestade
Isaías Faria



lá fora o
vento
usa as folhas
pra falar



.

Volta e meia






Liana Timm



saudade dói até de coisa boa

ecoa ecoa

em cada canto da cabeça

pelo corpo afora

dura

zune

não cura

dor que dói escondida

doída espandida

dor bandida rói

o coração



volta e meia passa volta

vai volta



saudade nunca parte

nunca sai

saudade nasce daquilo que foi

e não vai

Escrita

DougBeasley-heartrock


Escrita
Ângela Vieira Campos


O amor traça ranhuras em nossos papéis...

Papiro sem data, o amor

Desfolha os palimpsestos da pele,

Perscruta o mar dos escolhos.

Amor: um fechar de olhos!




O amor só é amor pela claridade.

Sem devoramentos.

O amor demora submerso na escolha:

E sob o signo da duração,

E sob flamas azuladas,

Os sons de magmas,

E seus sedimentos.

À flor d'alma,

A razão.



17.4.10

Plegária

Magdalena Wanli


Plegária
Jussara Salazar


Verde, âmbar as
pedras,
e as violetas rosadas –
eternas e o humo que
cobria o chão negro
como a noite, e quisera
falar-lhe em seu idioma
antigo
e recordar os lobos
correndo ao redor da
casa e a hera selvagem
cobrindo os vestidos e
os animais, pequenos,
nos bordados coloridos e
ramitos a entreabrir-se
brancos e escuros, cristal
de la luna ao reflexo
como a aparição das
lebres e das ovelhas
correndo os campos sob
as nuvens e a subterra
profunda do horto na
pele do ar em minutos
precisos, envolvendo o
tempo quando vi morrer
o sol, e o vento girando,
soprando mirações da
cor da água, nas rosas e
nos insetos. Quisera falar
seu idioma antigo e
guardar-lhe nas luzitas
do espelho como os
cravos também tão
antigos sobre a toalha
branca, e uma lua de
seda derrama um rosário
de ouro mais os rumores
de um sonho, quisera.



Do desejo


Do desejo
(trecho)

Hilda Hilst


I

Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando Aquele Outro decantado
Surdo à minha humana ladradura.
Visgo e suor, pois nunca se faziam.
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada.

"Do desejo" (1998)




Calendário

Marta Loguercio



Calendário
Henriqueta Lisboa

Calada floração
fictícia
caindo da árvore
dos dias


de "Reverberações" (1976)





16.4.10

Manabu Mabe

" Vaso com flores" - 1952
Arte brasileira




Linguagem





Linguagem

Ausente, o outrora belo bailado das mãos.
Agora, o corpo se expressa voraz,
quase feroz.

Tuca



"A (in)felicidade é corporal".
Anselm Grün



Tradição russa

Mulher caminha com seu ganso em um dos parques de São Petersburgo, na Rússia. Esse passeio é uma tradição que marca o meio da primavera com o banho de um ganso (15/04/2010) AFP PHOTO/ KIRILL KUDRYAVTSEV






Brasília, 50 anos!


Vista aérea do Palácio da Alvorada e do lago Paranoá em junho de 1960 Mais /Mario Fontenelle/Arquivo Público do DF - 10.jun.1960





Bom dia:)

O azul

Nikos Nztkds




Ninguém recebe conscientemente
O carisma do azul.
Ninguém esgota o azul e seus enigmas.

Murilo Mendes
Trecho do poema "Elegia de Taormina"




.

Graffiti

Zonenkinder_tree_zonenkinder - tree - germany -12 Oct 2009



Pinturas de Sarah Reef


A simplicidade, a interação dos elementos, o encanto.



http://www.etsy.com/shop/SarahsReef





14.4.10

Bom dia:)

Pássaros em cima de cabo de guitarra elétrica em instalação da galeria Barbican's Curve, em Londres, na Inglaterra / Carl de Souza/AFP




O Real e o Ideal

Estonia - Aleksandra SB




Aquele que sou saúda com melancolia aquele que eu gostaria de ser.
Kierkegaard

Aldemir Martins

"Flor"
Arte brasileira




O que Deus quer

Faruk Meyveci


O que Deus quer é ver a gente aprendendo e ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito - por coragem. Será?
João Gimarães Rosa
"Grande Sertão, Veredas"

Então, tudo o que foi fogo e vento

leaving_kaian



Então, tudo o que foi fogo e vento será espírito e reduzido a preparador sem vida. Os deuses serão enterrados em ouro e mármore e os simples mortais, como eu, em papael.
C. G. Jung - "Cartas", vol 3

8.4.10

Yaynha de Melo

Yaynha de Melo - Vaso de flores
[Arte brasileira]



A exposição "Spirit of the Wild", do fotógrafo Steve Bloom




A exposição "Spirit of the Wild", do fotógrafo Steve Bloom é uma exposição de fotografias da vida selvagem tiradas ao redor do mundo, com 60 ampliações, ao ar livre. A exposição permanece em cartaz no St. Andrew's Square, em Edimburgo, até o dia 16 de maio, em conjunção com o Festival Internacional de Ciências de Edimburgo. Bloom também tem um livro que leva o mesmo nome da exposição, publicado pela Thames & Hudson. O site do fotógrafo é www.stevebloom.comMaisSteve Bloom/stevebloom.com


Uma exposição que ocorre paralelamente ao Festival Internacional de Ciências de Edimburgo, na Escócia, mostra uma série de fotografias de animais selvagens em seu habitat natural.

A exposição gratuita “Spirit of the Wild” ("Espírito do Selvagem", em tradução livre), do premiado fotógrafo sul-africano Steve Bloom, permanece em cartaz até o dia 16 de maio ao ar livre, em St. Andrew's Square, no centro da cidade.

Steve passou mais de 30 anos fotografando animais em todo o mundo e já publicou vários livros, tanto para crianças como adultos. Esta exposição, com 60 fotografias ampliadas, já passou por vários países europeus.

As imagens também fazem parte do livro "Spirit of the Wild", publicado pela editora Thames & Hudson.

Seu trabalho – tanto os livros como as exposições – tem como um dos objetivos alertar o público sobre os animais selvagens e as questões ambientais que os afetam.

Fonte:UOL




6.4.10

Ge_mandala

A.D.



Aldo Bonadei

BONADEI Aldo (1906 - 1974) Vaso de flores
Arte brasileira



Encontro das águas

Soichi Noguchi é astronauta da Jaxa, a equivalente japonesa da Nasa, e atualmente integra a tripulação da ISS, a estação espacial internacional. Noguchi é assíduo fotógrafo da paisagem terrestre, twittando diariamente belas paisagens. No dia 15/03, ele postou a imagem acima, do encontro dos rios Negro e Solimões, perto de Manaus (Foto: Soichi Noguchi / ISS)
Fonte: Uol

Livro de Horas

"Livro de Horas" do rei Francisco 1º da França, grande mecenas, inclusive de Leonardo da Vinci. Foto mostra cópia do livro --ilustrado pelo professor Franñois de Rohan-- que será levada a leilão em julho na casa Christie's de Londres. Será a primeira vez que o público conhecerá este e outros objetos pertencentes à coleção Arcana de manuscritos, que data do período compreendido entre a Idade Média ao Renascimento (24/03/2010) Ef - UOL

Intuição

Diane de Senneville


"Abriu-se em mim um susto, porque: passarinho que se debruça - o voo já está pronto!"

João Guimarães Rosa
"Grande Sertão, Veredas"

O pior dos sentimentos

Daryoosh Hoora



"Faço grande esforço para não ter o pior dos sentimentos: o de que nada vale nada".
Clarice Lispector
"Um sopro de vida"

Pergunta

Rome Italy



"Quantos anjos cabem na ponta de uma agulha?"

("Cartas", volume3 0 C.G. Jung)





Canto de Regresso à Pátria


Rua 15 de Novembro - 1920




Canto de Regresso à Pátria
Oswald de Andrade

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.


3.4.10

Aos amigos Do Arma Zen,


Um grande abraço da Tuca



2.4.10

pedigree

  
@ Sorin Stanciu




não há rosas por trás dos muros cor-de-rosa
da casa da poesia
mas touceiras de espinheiros
(entremeadas de marias-sem-vergonha)
violetas orquídeas
borboletas formigas
sapos cigarras grilos
e vez por outra um bem-te-vi
mas não há rosas
(nenhuma rosa)
a poesia (quase sempre) é mais sutil
Márcia Maia©

Acervo de José Caldas documenta a transformação da natureza brasileira


José Caldas

26/03/2010
da Folha Online




Nos últimos 20 anos, a natureza brasileira se transformou intensamente, principalmente para o mal. E essa transformação não passou incólume pelas lentes do fotógrafo José Caldas, um dos maiores documentaristas dos cenários nacionais. Equivalente aos anos de estrada do sergipano, esse período está registrado em seu acervo, que ganha um recorte na Caixa Cultural da Sé (centro de São Paulo) com a exposição "Brasil e a Transformação da Paisagem".

A partir do sábado (3/4), 52 imagens revelam cenários e situações entre homem e natureza imponentes aos olhos --muitas das telas têm formatos grandes, com até 2,7 metros de largura.

Presidente da AFNatura (Associação Brasileira de Fotografia de Natureza), Caldas montou, a partir de sua documentação, um mapa iconográfico de um Brasil que descuidou de seus recursos naturais lá atrás na história e que hoje tenta tomar as rédeas de uma situação descontrolada.

Através de seus cliques, Caldas consegue ainda fazer sentimentos dividirem espaço com a postura crítica. E é esse aspecto que as curadoras Ângela Magalhães e Nadja Peregrino procuram salientar na mostra.

Veja mais fotos no site do fotógrafo - http://www.josecaldas.fot.br/port/projetos/canastra/

"Vila da Felicidade"


Imagem da fotografia "Vila da Felicidade". Acervo de José Caldas documenta a transformação da natureza brasileira na mostra "Brasil e a Transformação da Paisagem", que acontece de 3 de abril a 23 de maio de 2010 Mais José Caldas/Divulgação


(o lugar ao sol não parece o formato do mapa do Brasil?)



Escultura "Condor" vira talismã da sorte no Brasil

O Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Quando criança, gostava de ver os gatos que moravam na praça (não sei se ainda existem por lá) e de apertar o dedo da estátua – meus pais diziam que dava sorte. É irresistível, o bronze está bem no meio da escada, implorando para ser tocado!
Tuca






Escultura de italiano vira talismã da sorte no Brasil


Quando veio para o Brasil, em 1919, o escultor italiano Luigi Brizzolara, tinha um propósito: vencer o concurso para a realização do monumento comemorativo da Independência Brasileira, em São Paulo. Não deu sorte. Ficou em segundo lugar. Mas, como estava por aqui, foi ficando e disseminou suas obras, especialmente na capital paulista. Certamente ele não imaginou que uma parte específica de uma delas se transformaria, com o passar dos tempos, em uma espécie de talismã da sorte. Mas é exatamente isso que acontece.

Reza a lenda urbana na memória paulistana que a escultura intitulada Condor dá sorte a quem toca o seu dedo da mão esquerda. Testemunho da força dessa crendice popular é o estado de desgaste em que se encontra esta parte da escultura. Como a história surgiu e se perpetuou não há registro. Mesmo assim, a tradição de passar a mão sobre o dedo da estátua prossegue firme. Vai que dá certo...

A estátua do Condor retrata uma figura masculina inclinada sobre o corrimão da escada localizada na Praça Ramos de Azevedo, dando acesso ao Vale do Anhangabaú, ao lado do Teatro Municipal, na Capital paulista, e foi inspirada no principal personagem da ópera homônima, escrita pelo músico Carlos Gomes.

A figura faz parte do conjunto escultórico realizado por Luigi Brizzolara, em 1922, intitulada Fonte dos Desejos Glória. O escultor se inspirou na famosa Fonte de Desejos localizada na cidade de Roma. O conjunto das obras, que inclui a estátua do músico Carlos Gomes e mais 12 esculturas em mármore, bronze e granito, representando a música, a poesia e alguns dos personagens das óperas mais famosas do compositor brasileiro, foi uma homenagem da comunidade italiana ao Centenário de Independência do Brasil, comemorado naquele ano. A peça foi feita em bronze (2,22m x 1,36m x 1,20m).




Fonte
http://esculturasemsaopaulo.blogspot.com/