6.9.12

http://www.youtube.com/watch_popup?v=mz3CPzdCDws

Paul McCartney ft. Johnny Depp-My Valentine

Minha namorada



Nós não importamos
Ela disse que algum dia, em breve,
O sol iria brilhar
E ela estava certa,
Esse meu amor,
Minha namorada

Enquanto dias e noites
Passavam por mim
Eu digo a mim mesmo que estava esperando por um sinal
E, então, ela apareceu,
Um amor tão belo,
Minha namorada

E eu a amarei para sempre
E nunca deixarei um dia passar em branco
Sem me lembrar das razões pelas quais
Ela me traz tanta certeza
De que posso voar

E então voo
Sem nenhuma preocupação
Eu sei que algum dia, em breve, o sol irá brilhar
E ela estará lá
Esse meu amor,
Minha namorada

(instrumental)

E se choveu?
Nós não importamos
Ela disse que algum dia, em breve,
O sol irá brilhar.
E ela estava certa,
Esse meu amor,
Minha namorada

*obs.: Note que não há tradução exata da palavra
"Valentine" para o português. Seu significado traz
uma ideia entre "Alma-Gêmea", "namorada", "parceira".

É utilizada, usualmente, como "aquela pessoa
a qual você presenteia no Dia de São Valentim"

http://www.vagalume.com.br/paul-mccartney/my-valentine-traducao.html#ixzz25iMNuThN


Gardênias










Manacá








Euphorbia pulcherrima






5.9.12

Que venha a primavera!


" (...) Caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."
Cecília Meireles
do livro Cecília Meireles - Obra em Prosa


La Primavera, Botticelli, 1477-1490




Susan Feinberg

antenna-bird - Susan Feinberg - Goiás - Brasil - via Treklens



Chen Ming

Chen Ming



Levanta-te e grifa


Levanta-te e grifa

Por Vanessa Barbara
Desde janeiro de 2002, sou a feliz editora de um almanaque eletrônico de periodicidade aleatória, A Hortaliça (www.hortifruti.org), que depende da ativa colaboração de leitores desocupados e da anuência de autores mortos — não os psicografados, entenda-se — para compor um periódico só de citações despropositadas, textos alheios tirados do contexto e textos próprios sem razão de ser.
Vivendo sobretudo à custa de citações, tenho que lidar pacientemente com os paradoxos da marcação livresca, essa grave ciência que trata do realce de trechos para posterior análise e transcrição, a fim de que não se percam para sempre num oceano de páginas intocadas pela experiência humana. Ou num canto escuro da memória onde jazem as senhas do ICQ, o sobrenome daquele japonesinho da quinta série, a área do triângulo-retângulo e o enredo do último filme do 007.
O que nos leva a uma questão absolutamente anterior a essa: marcar os livros, sublinhar parágrafos, fazer orelhas nas páginas, realçá-las com marca-texto, ceder a anotações ininteligíveis nas bordas — vandalismo ou apropriação lícita do texto escrito? Sou da segunda opinião, embora às vezes hesite em macular um volume especialmente novo e cheiroso, sendo meu fervor pró-marcação diretamente proporcional ao matiz amarelado das páginas, às onipresentes mordidas de traça, à mancha primordial de café na página 33 e ao carimbo do sebo de procedência, onde teria custado a bagatela de vinte cruzados novos.
De início, adquiri o hábito de anotar as partes mais pitorescas assim que elas surgiam. Além de impraticável em livros como Tristram Shandy ou Alice no país das maravilhas, que demandariam a transcrição completa no meu caderno espiral, esse método provou-se exaustivo e desanimador: a cada trecho promissor, lá ia a pobre alma que vos escreve apanhar o lápis e o papel, levantando-se pesadamente da cama só para registrar o texto. Interrompia-se a leitura e torcia-se para que o resto do livro fosse uma droga, só para não ter que se esforçar mais vezes. Em nenhum momento cogitou-se usar um bom e velho marcador de livros, que se destina tão exclusivamente a demarcar o andamento da leitura, ou sua utilização seria conspurcada para todo o sempre.
Mais à frente, resolvi anotar apenas o número das páginas que continham o trecho desejado, a ser copiado mais tarde. O sistema durou um bom tempo, até que passei a confundir irremediavelmente as notas, registradas em pedaços de papel na minha cabeceira — a página 116 anotada seria de Alex no país dos númerosSobre a morte e o morrer ou A conspiração franciscana, que estive lendo ao mesmo tempo? E mais: às vezes a tal página continha duas citações interessantes, de modo que uma delas passaria lamentavelmente despercebida, a menos que eu lesse de novo a folha inteira. Embora algumas passagens fossem de identificação gritante — a tal página 116 pertencia a Ensaios de amor, de Alain de Botton, e falava de um homem que pensava ser um ovo frito —, muitas eram tão obscuras ou circunstanciais que era preciso ler a página inteira várias vezes só para concluir que o número havia sido anotado em um momento de grande confusão mental e não correspondia a nada de lógico neste mundo.
Da notação numérica passei, portanto, ao método de grifar a lápis no próprio livro, apontando a localização e extensão do trecho por meio de pequenos colchetes. Às vezes também circulava o número da página só para facilitar a varredura posterior, folha a folha, quando então as marcas seriam apagadas. Esse método não prevê a costumeira ausência de material esferográfico nas redondezas e a preguiça de folhear mais tarde o livro à cata dos trechos.
Seguiu-se a adoção de um método mais limpinho e socialmente invejável — os “post-it flags”, que são aquelas tirinhas estreitas e coloridas que você pode colar e descolar facilmente das páginas, e até preencher com anotações classificatórias. De minha parte, hesito em aderir de corpo e alma ao procedimento pelos mesmos motivos da marcação a lápis, ou seja, ignora-se o dispêndio de energia necessário para apanhar o material e a possível falta deste à mão. Também acho as etiquetas demasiadamente jeitosas e acabo racionando a quantidade de trechos só para não gastá-las demais.
Outra alternativa infeliz foi fazer um vinco com a unha ao lado do trecho desejado, na esperança de que os olhos pudessem depois identificar as marcas, o que só ocorreria em casos de visão biônica. Sem falar no inconveniente de haver edições naturalmente vincadas, o que pode levar um editor à loucura em poucos dias.
A alternativa que por enquanto me parece a mais simples, mais honesta e menos trabalhosa é dobrar a ponta das páginas e entregar a vida ao Altíssimo. A marcação leva menos de cinco segundos (com o necessário calcamento e recalcamento digital, a fim de que a dobra não se desfaça) e pode ser facilmente rastreada olhando-se a borda do livro fechado. O ruim é que aqui em casa acabei ocupando uma gaveta inteira só de livros “a legumar”, o que dá aquela sensação ruim de trabalho infinito e acaba desestimulando a copista. Além disso, pode-se entrar em crise quando há necessidade de marcar um trecho na frente da folha e outro no verso.
A questão da marcação necessária ainda carece de resolução, e nem me venham falar em Kindle, que é leve e prático demais para causar transtorno. Esta coluna se baseia no corolário básico de que livro que é livro tem mesmo é de causar transtorno.

* * * * *

Há alguns anos, comprei num sebo virtual Traçando Paris, de Luis Fernando Verissimo e Joaquim da Fonseca. A foto que ilustra este post dá uma ideia do tamanho da loucura com que me deparei. Em quase todas as linhas de absolutamente todas as páginas, uma certa Maria Solange Corrêa de Barros Oliveira, residente à rua Mostardeiro, n° 1035, Porto Alegre, se pôs a sublinhar, rasurar, realçar, rabiscar e escrever sandices como: “Eu estou com 56 anos et tenho dito. Assim seja. Amém”. Havia ilustrações esparsas de um certo Solar das Amigas, que não tem nenhuma relação com o livro, e alguns devaneios com a língua francesa, como quando ela anota, no sumário, que “quem pegar este cahier(caderno) vai receber um pito”. Escreve que “demi” é “chopinho” e garante que “genre” é “genro” em francês. Afirma, em letra de mão rebuscada: “Cannes fica no Canadá”.
Ela não sublinha apenas os trechos, mas também os créditos autorais, a ficha bibliográfica, a legenda das fotos, a minibiografia da orelha e algumas ruas do mapa de Paris. Há menções religiosas por toda parte e a palavra “diabo” é tachada em vermelho com tanta fúria que sai do outro lado.
O melhor comentário ao livro está bastante apagado e foi feito em lápis cor de laranja: “Marie Solange Olivier Corrêa: vá para a direita e volte para a esquerda. Assim seja. Amém”.

http://www.blogdacompanhia.com.br/category/colunistas/vanessa-barbara/

4.9.12

Leia conto "Simples Encontro", de Lúcio Cardoso

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1146440-leia-conto-simples-encontro-de-lucio-cardoso.shtml



Charlie Rich - ♫ The Most Beautiful Girl ♫

Todo Caminho Guimarães Rosa

Todo caminho da gente é resvaloso. Mas também, cair não prejudica demais A gente levanta, a gente sobe, a gente volta!... O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria, e ainda mais alegre no meio da tristeza...
João Guimarães Rosa






Cyclamen persicus

Cyclamen persicus - Raimundo Mesquita - Brasil - via Treklens

Siegmund Schechter - Israel

siegmund schechter-israel-via treklens






Billie Holiday - You Go To My Head

Auto-retrato de Fabiano Rodrigues - SP




azul da cor do mar




E um muro que me escondam de teus espiões


Fabrício Corsaletti




"O make me a mask" (Oh, faz-me uma máscara), pediu o galês Dylan Thomas (1914-1953) num de seus poemas, e sempre que começo a me sentir vulnerável demais, exposto demais ou ridículo demais, o que comigo acontece regular e infinitamente, lembro desse fragmento de verso, vou até a estante, pego meus "Poemas Reunidos" com tradução de Ivan Junqueira e uma edição em inglês, e leio essa prece terrível -primeiro em português, depois no original.

"Oh, faz-me uma máscara e um muro que me escondam de teus espiões/ Dos agudos olhos esmaltados e das garras que denunciam/ O estupro e a rebeldia nos viveiros de meu rosto." É um poema curto, de 12 versos longos, e dá pra ler várias vezes antes, digamos, de entrar numa reunião ruim de trabalho ou de encarar uma festa de aniversário de um ex-amigo íntimo com quem tivemos problemas, mas não o suficiente pra faltarmos à comemoração.

Eu tinha 23 anos, estava desempregado e precisando de dinheiro. Uma amiga que trabalhava num cursinho pré-vestibular me arranjou uma entrevista com o coordenador de língua portuguesa, redação e literatura. Eu tinha acabado de publicar meu primeiro livro, de poesia, e achei que versos, metáforas, aliterações e esse tipo de coisa talvez tivessem alguma coisa a ver com literatura, com redação, quem sabe até com língua portuguesa.

Levei um exemplar pro coordenador, já que eu não tinha nada no currículo além de alguns trabalhos como revisor. Ele me entrevistou, com a cabeça excessivamente jogada pra trás (não esqueci seu pomo-de-adão), e no meio da entrevista deu um jeito de dizer: é como se você pensasse que pode me comprar trazendo um livro de poemas. Eu sorri -no salão espelhado das pequenas humilhações. Se eu tivesse uma máscara nessa época, ninguém teria visto esse sorriso que não acaba, que não acabará jamais.

Mudança de cenário: eu tinha 16, ela também. Era alta, loira, de olhos verde-azuis, linda e um tanto desengonçada. E era mais inteligente do que eu. Isso não me incomodava.

Pelo contrário, era um motivo secreto de orgulho -orgulho dela que, embora superior, não me desprezava, e de mim, que era capaz de lidar de igual pra igual com um cérebro mais poderoso do que o meu. Ela era de São Paulo, eu ainda estava atolado na roça.

Então nossos amigos nos trancaram numa sala vazia, com duas cadeiras uma de frente pra outra e, antes de voltarem pra pista de dança, disseram qualquer besteira cuja tradução poderia ser: conversem até conseguirem se beijar. Ficamos o resto da noite ali, no mínimo duas horas, eu olhando pras minhas mãos, pros meus tênis, pro tapete e pra lareira fria, sem lenha pra queimar. E não trocamos nenhuma palavra. Era como se eu tivesse engolido um passarinho morto. Eu deveria ter ganho uma máscara junto com a primeira lâmina de barbear.

Uma máscara que me impedisse de vomitar. Que me ensinasse a rir ou esquecer quando preciso. Uma máscara pra aceitar e outra pra recusar. Pra jogar no sofá quando volto pra casa. 





OH, FAZ-ME UMA MÁSCARA (Dylan Thomas)

Oh, faz-me uma máscara e um muro que me escondam de teus espiões
Dos agudos olhos esmaltados e das garras que denunciam
O estupro e a rebeldia nos viveiros do meu rosto,
Uma mordaça de árvores mudas que me guarde da nudez dos inimigos,
Uma língua de baioneta nesse indefeso fragmento de oração,
Torna loquaz a minha boca, e que ela seja uma trombeta de mentiras soprada com doçura,
Dá-me as feições de um estúpido entalhado no carvalho e na velha armadura
Para escudar o cérebro brilhante e confundir os inquisidores,
E uma dor viúva manchada de lágrimas caídas de pestanas
Para dissimular a beladona e fazer com que os olhos secos percebam
Que outros atraiçoam as lamentosas mentiras de suas perdas
Através do arco dos lábios nus e do riso à socapa.

(Trad. Ivan Junqueira)



Carly Simon - You're So Vain

A leitura é um ato de resistência


" Ler é retirar-se para encontrar-se "

‎"A leitura é um ato de resistência em uma paisagem de distração .... Ela nos obriga a passear-se. Ela devolve-nos a um ajuste de contas com o tempo. No meio de um livro, não temos escolha a não ser paciente, para ter cada coisa em seu momento, para deixar a narrativa prevalecer. Nós recuperamos o mundo retirando-se apenas um pouco, dando um passo atrás do barulho "

Ulin David, A Arte Perdida de Leitura



Do pranto


Casida II
DO PRANTO


Fechei a minha varanda
pois não quero ouvir o pranto
mas por trás dos pardos muros
não se ouve mais que o pranto.

Há poucos anjos que cantem,
muito poucos cães que ladrem,
mil violinos cabem na palma desta mão.
Mas o pranto é um cão imenso,
o pranto é um anjo imenso,
o pranto é um violino imenso,
as lágrimas amordaçam o vento,
e não se ouve nada mais que o pranto.

Federico García Lorca




Bergman Island

Uma gaivota viesse



O amigo, em Lisboa, pergunta o que quero de Lisboa;
nada, respondo, não quero senão o que não vem nos postais
mais um ou dois postais de lugares onde nunca fui feliz
e, ainda assim, agora e sempre, eu quis, não quero, Alberto,
de Lisboa senão o que ela não dá, o que ela guarda e é preciso
roubar, secretíssima, a alegria que não cabe nos guias de turismo,
quero isso, mais uma ou duas coisas que vêm nos guias de turismo.
Vê esses rapazes e moças de olhos azuis? São holandeses.
Esses deuses e essas flores azuis? São azulejos. Como trazê-los?
De nada valem os antiquários; quando voltamos de Lisboa, tudo
o que trazemos, percebemos, está partido, por isso, Alberto,
não vale a pena trazer nada, que daí só trazemos, sem dar conta,
o que nos parte, o que nos corta, mal fechamos a mala, mal
abrimos a porta.

The Last Waltz - Trailer - (1978) - HQ

Sob a luz feroz do teu rost



Eucanaã Ferraz
Amar um leão usa-se pouco,
porque não pode afagá-lo
o nosso desejo de afagá-lo,
como tantas vezes cão ou gato
aceitam-nos a mão a deslizar
sobre seu pêlo;
amar um leão não se devia,
agora que já não somos divinos,
quando a flauta que tudo
encantaria, gentes animais
pedras, nós a quebramos contra
a ventania; amar
um leão é só distância: tê-lo ao lado,
não poder beijá-lo, o deserto
que habita em torno dele;
era mais certo amar um barco,
era mais fácil amar um cavalo;
amar um leão é não poder amá-lo;
e nada que façamos adoça
o que nele nos ameaça se
amar um leão nos acontece:
à visão de nosso coração
ofertado, tudo nele se eriça,
seu desprezo cresce;
amar um leão, se nos matasse;
se nos matasse o leão que amamos
seria a dor maior, mais que esperada:
presas patas fúria cravadas em nossa carne;
mas o leão, que amamos,
não nos mata.



La vita è adesso - Renato Russo




A Vida É Agora

A vida é agora,
no velho albergue
da Terra e cada um num
quarto e numa história de manhãs mais leves e céus
de esperança imaginada E de silêncios de escutar
E te surpreenderás a cantar mas,
não sabe por quê

A vida é agora,
Nas tardes apenas frescas
Que te vem o sono e os sinos
girando as nuvens e chove
sobre os cabelos e nas mesinhas
dos cafés ao ar livre,
E te perguntas incerto: quem você é?

É você, é você, é você

É você que empurra para frente o coração, e o trabalho duro
De ser gente e não saber o que será o futuro;
É você no tempo que nos faz maiores e sozinhos no meio do mundo,
Com a ânsia de procurar juntos um bem mais profundo

E um outro que te dê descanso e que se curve até você
Esperando que você peça mais Sem entender o que é,
E tu, que me flerta nesse instante imenso,
Acima do barulho das pessoas, me diga se isto tem um sentido

A vida é agora,
No ar suave
de uma sesta e rostos
de crianças contra as vidraças e os prados que se esfregam
como gatinhos e estrelas que se juntam nas luminárias, milhões,
Enquanto você se pergunta onde está você?

É você, é você, é você

É você que levará seu amor por cem mil caminhos,
Porque nunca tem fim a viagem mesmo se acaba um sonho;
É você que traz um vento novo nos braços,
Enquanto vem me encontrar
E aprenderá que para morrer bastará um por-do-sol.

Numa alegria que faz mais mal que a tristeza,
E qualquer tarde dessas encontrará você não se desperdice
E não deixe passar um dia para descobrir a si próprio
Filho de um céu tão belo porque a vida é agora.